TRE-AC recebe congresso sobre Agenda 2030 da ONU e amplia debate sobre responsabilidade pública
Iniciativa promovida pelo TRT da 14ª Região mobilizou diferentes instituições em torno dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU

O Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) recebeu, nesta quinta-feira, 9, o Congresso Socioambiental e Agenda 2030 da ONU: Perspectivas Nacionais e Internacionais. Promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (RO/AC), o evento reuniu, em formato híbrido, autoridades, especialistas e representantes de diversas instituições para discutir sustentabilidade, governança e o papel do poder público diante dos desafios do presente e do futuro.
A iniciativa também se destacou como um espaço de diálogo institucional e construção coletiva em torno de pautas centrais da atualidade, como desigualdade social, mudanças climáticas, inclusão, justiça social e responsabilidade pública. A programação integrou o XXXIX Encontro Institucional de Magistrados e Magistradas da Justiça do Trabalho da 14ª Região e reforçou a importância da atuação articulada entre instituições na implementação da Agenda 2030.
Na abertura oficial, a diretora da Escola Judicial do TRT da 14ª Região, desembargadora Maria Cesarineide de Souza Lima, destacou que os desafios contemporâneos estão interligados e, por isso, exigem respostas articuladas, sistemáticas e de longo prazo. Ao defender a Agenda 2030 como um plano global de transformação, a magistrada ressaltou a necessidade de união entre governos, instituições públicas, organismos nacionais e internacionais, sociedade civil, setor privado e academia para a construção de soluções efetivas.
Ao dar as boas-vindas, a presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, destacou que a sustentabilidade deve ser compreendida como compromisso permanente das instituições públicas. Em sua fala, ressaltou que os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável representam um chamado à ação que também alcança a Justiça Eleitoral, especialmente no fortalecimento de práticas institucionais mais responsáveis, inclusivas e eficientes.
“O congresso representa uma oportunidade de reflexão, troca de experiências e fortalecimento de parcerias, reunindo diferentes instituições em torno de um propósito comum: encontrar caminhos viáveis e eficazes para promover o desenvolvimento sustentável. O momento convida cada organização a refletir sobre seu papel e sobre as mudanças necessárias para contribuir, de forma concreta, com um futuro mais equilibrado e responsável”, destacou a desembargadora Waldirene Cordeiro.

Ainda de acordo com a presidente, o TRE-AC tem buscado incorporar essa responsabilidade socioambiental à sua atuação por meio da ampliação da digitalização de processos e serviços, da redução do consumo de papel, do incentivo à eficiência energética, da gestão adequada de resíduos e do fortalecimento de ações voltadas à inclusão, acessibilidade e cidadania.
Um dos destaques da abertura foi a participação virtual da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que conduziu a conferência inaugural com o tema “A implementação da Agenda 2030 no Brasil: desafios, avanços e o papel estratégico das instituições públicas”. A presença da ministra agregou relevância nacional ao encontro e reforçou a centralidade da pauta socioambiental na agenda pública brasileira.
Na sequência, a especialista Ketlin Feitosa Scartezini, assessora-chefe da Assessoria de Gestão Sustentável do Superior Tribunal de Justiça (STJ), conduziu a palestra “O papel das instituições públicas na implementação da Agenda 2030”, aprofundando a discussão sobre sustentabilidade aplicada à gestão pública. Com trajetória consolidada no serviço público federal, ela apresentou reflexões sobre planejamento institucional, contratações sustentáveis, inovação, gestão de resíduos e governança, com foco na incorporação da sustentabilidade às rotinas administrativas e à tomada de decisões.
À tarde, a programação contempla painéis sobre acesso à justiça, igualdade de gênero, combate às alterações climáticas, trabalho digno, inovação, migração e governança climática, conectando diferentes áreas do conhecimento a uma agenda que exige cooperação, visão estratégica e compromisso institucional. O encerramento contará com a leitura de uma carta de intenções à ONU, reforçando o alinhamento das instituições participantes aos princípios da Agenda 2030.

