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Justiça Eleitoral reforça articulação institucional para garantir eleições seguras na região de fronteira

Reunião da 6ª Zona Eleitoral debate logística, segurança e atuação integrada nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil

Reunião da 6ª Zona Eleitoral debate logística, segurança e atuação integrada nos municípios de B...

O planejamento das Eleições Gerais de 2026 avançou, nesta quinta-feira, 2, com a realização de reunião entre a Justiça Eleitoral e instituições parceiras na sede da 6ª Zona Eleitoral, em Brasiléia. O encontro teve como objetivo alinhar ações de segurança e logística para o pleito nos municípios de Brasiléia, Epitaciolândia e Assis Brasil.

A reunião foi coordenada pela juíza auxiliar da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC), Isabelle Sacramento, e pelo juiz da 6ª Zona Eleitoral, José Leite de Paula Neto. A diretora-geral do Tribunal, Verônica Costa, também participou dos trabalhos, reforçando o compromisso institucional com o planejamento antecipado e a atuação integrada entre os órgãos envolvidos na organização das eleições.

Também participaram da reunião a promotora de Justiça Caroline Caldas; a chefe da Delegacia da Polícia Federal em Epitaciolândia, Taylane Souza; o delegado da Polícia Civil, Luccas Santos; a coordenadora da 6ª Ciretran de Brasiléia, Cirleude Silva; e o coordenador do CIFTRAN de Assis Brasil, Dealesson Melo, além de representantes das demais instituições parceiras e das prefeituras de Brasileia, Epitaciolândia e Assis Brasil.

Durante a reunião, foram apresentados o panorama logístico da circunscrição e as principais demandas operacionais para a realização do pleito. A 6ª Zona Eleitoral compreende 55 locais de votação, distribuídos entre áreas urbanas, rurais e locais de difícil acesso nos três municípios, cenário que exige planejamento específico para o transporte de equipes, urnas eletrônicas e efetivo de segurança. O documento técnico elaborado pela zona eleitoral também prevê ações integradas envolvendo Exército Brasileiro, Polícia Militar, Polícia Federal, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e órgãos municipais de trânsito, além de medidas voltadas ao monitoramento de riscos climáticos, comunicação de contingência e prevenção a crimes eleitorais.  

Ao conduzir a reunião, a juíza auxiliar da Presidência, Isabelle Sacramento, destacou que o planejamento antecipado fortalece a capacidade de resposta das instituições e contribui para a realização de eleições cada vez mais seguras.

“Cada reunião como esta representa um investimento na confiança da sociedade. Quando Justiça Eleitoral e instituições parceiras planejam juntas, conseguimos antecipar desafios, integrar soluções e garantir que o processo eleitoral transcorra com segurança, eficiência e absoluta transparência. Esse trabalho conjunto é essencial para assegurar que o direito de voto seja exercido com tranquilidade por todos os cidadãos.”

A diretora-geral do TRE-AC, Verônica Costa, ressaltou que o planejamento integrado é um dos pilares para o sucesso das eleições.

“O processo eleitoral começa muito antes da abertura das urnas. Ele é construído diariamente por meio do planejamento, da organização e da cooperação entre os diversos órgãos envolvidos. Essa atuação integrada permite que cada etapa seja executada com segurança e fortalece a capacidade da Justiça Eleitoral de entregar um serviço eficiente à sociedade.”

O juiz eleitoral José Leite de Paula Neto ressaltou que o planejamento realizado meses antes das eleições é decisivo para enfrentar as particularidades da região de fronteira. Segundo ele, a integração entre os órgãos permite antecipar soluções para desafios logísticos e operacionais, especialmente nos locais de difícil acesso, garantindo que todas as eleitoras e todos os eleitores possam exercer o direito ao voto com segurança e igualdade de condições.

“O sucesso das eleições depende da atuação coordenada das instituições. Nossa responsabilidade é antecipar cenários, identificar riscos e construir soluções conjuntas para que o processo eleitoral transcorra com normalidade. Em uma circunscrição que reúne áreas urbanas, comunidades rurais e localidades de difícil acesso, esse planejamento integrado faz toda a diferença para assegurar que a vontade do eleitor seja respeitada e que a democracia alcance todos os cidadãos”, afirmou o magistrado.

Entre os pontos debatidos estiveram o reforço da segurança nos locais de votação, a escolta e guarda das urnas eletrônicas, o monitoramento das condições de trafegabilidade dos ramais, a logística de atendimento às comunidades indígenas e localidades de difícil acesso, além do enfrentamento a ilícitos eleitorais, como boca de urna, compra de votos, transporte irregular de eleitores e disseminação de desinformação. Também foram discutidas medidas de contingência para enfrentar possíveis impactos da estiagem e da redução da navegabilidade dos rios durante o período eleitoral.  

A chefe da Delegacia da Polícia Federal em Epitaciolândia, Taylane Souza, destacou que a integração entre os órgãos é essencial para enfrentar os desafios característicos da faixa de fronteira e assegurar a normalidade do processo eleitoral.

“A região de fronteira exige um planejamento ainda mais cuidadoso das forças de segurança. Nenhuma instituição atua sozinha. A integração entre a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e as forças de segurança é indispensável para enfrentar as peculiaridades da região e garantir que as Eleições 2026 transcorram com segurança, tranquilidade e dentro da normalidade”, afirmou.

A reunião integra uma série de encontros promovidos pelo TRE-AC em todas as zonas eleitorais do estado, reforçando a cultura do planejamento, da cooperação institucional e da prevenção. A iniciativa busca assegurar que as Eleições Gerais de 2026 transcorram com segurança, transparência, eficiência e respeito à vontade soberana do eleitor.



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