TRE-AC promove reflexão sobre a força, a identidade e as potencialidades da alma feminina

Palestra conduzida pela Ouvidora da Mulher Luzia Farias destacou a importância do olhar integral sobre a mulher, suas vivências, desafios e caminhos de fortalecimento

Palestra conduzida pela Ouvidora da Mulher Luzia Farias destacou a importância do olhar integral...

Em uma manhã marcada por sensibilidade, reflexão e fortalecimento institucional, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) promoveu, nesta quinta-feira, 26, uma palestra em homenagem ao Mês da Mulher. Com o tema “Potencialidades da Alma Feminina”, o encontro foi conduzido pela juíza federal Luzia Farias, Ouvidora da Mulher do Tribunal e Membro Substituta da Corte Eleitoral, e reuniu servidores, colaboradores, estagiários, terceirizados e integrantes da administração do Regional.

A programação teve início com a fala da presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, que destacou a importância de reconhecer a complexidade, a sensibilidade e a força que constituem a experiência feminina, bem como a urgência de manter viva a pauta do respeito, da equidade e da proteção às mulheres.

“Este é um momento para realçar o poder de ser mulher. Somos muitas em uma só. Precisamos reafirmar, todos os dias, o nosso compromisso com a difusão dos direitos femininos e com a construção de um ambiente de respeito”, afirmou a presidente.

Ao mencionar a realidade vivida no estado, a desembargadora também chamou atenção para a necessidade de enfrentamento coletivo à violência de gênero, destacando que a defesa da dignidade da mulher exige compromisso institucional e social permanente.

Em um dos momentos mais simbólicos do evento, a desembargadora Waldirene Cordeiro emocionou os presentes ao declamar a canção “Quem é ela?”, de Mariana Nolasco, imprimindo ao encontro um tom de acolhimento, identidade e reconhecimento da mulher em sua inteireza, vulnerabilidade e força.

A diretora-geral do TRE-AC, Verônica Costa, também compartilhou uma reflexão sobre o cenário de violência que atinge tantas mulheres e sobre a necessidade de transformar o incômodo provocado por essa realidade em consciência, posicionamento e ação.

“Essas notícias nos incomodam, nos atravessam, nos fazem pensar. E esse incômodo precisa se transformar em alguma coisa. Precisa se transformar em reflexão, em organização, em atitude, em enfrentamento”, pontuou.

Com uma fala consistente e ao mesmo tempo leve, humana e didática, a juíza federal Luzia Farias conduziu a palestra a partir de uma abordagem voltada ao autoconhecimento, à dignidade feminina e à necessidade de a mulher reconhecer, acolher e desenvolver suas potencialidades. Ao longo da exposição, a magistrada propôs um olhar mais profundo sobre a condição feminina, compreendendo a mulher como um ser complexo, singular e dotado de uma alma “cheia de potencial”, em busca de realização plena.

A palestra percorreu temas como identidade, temperamentos, necessidades emocionais, escolhas e influências externas, destacando que o processo de fortalecimento feminino passa, antes de tudo, pelo encontro da mulher consigo mesma. Entre os pontos centrais da apresentação, a juíza ressaltou que “conhecer as necessidades faz parte do autoconhecimento” e defendeu a importância de uma compreensão integral do ser humano, baseada em quatro dimensões: biológica, psicológica, social e espiritual.

Nesse percurso, a juíza federal Luzia Farias abordou aspectos como o cuidado com a saúde e o estilo de vida, a formação dos pensamentos, o tratamento das emoções, a forma como lidamos com experiências e frustrações, além da qualidade das relações interpessoais e da necessidade de cultivar vínculos mais saudáveis e significativos. Também refletiu sobre os impactos da solidão, das influências contemporâneas e da superficialidade das relações no mundo atual.

“Falar sobre as potencialidades da alma feminina é, antes de tudo, convidar cada mulher a se reencontrar consigo mesma, reconhecendo sua dignidade, sua história, sua força e tudo aquilo que ainda pode florescer dentro dela”, disse, levando os participantes a uma reflexão que ultrapassou a homenagem simbólica do calendário e alcançou um campo mais essencial: o da valorização da mulher em sua dignidade, em sua subjetividade e em sua potência transformadora.

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