Comissão Especial de Promoção dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+

A imagem mostra uma bandeira com listras coloridas (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e ro...
A imagem mostra uma bandeira com listras coloridas (vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo) tremulando no vento contra um céu azul com algumas nuvens. Essa bandeira é conhecida como bandeira do orgulho LGBTQIA+, um dos símbolos mais reconhecidos do movimento por diversidade sexual e de gênero.

1. Contexto histórico do movimento LGBTQIA+

O movimento por direitos das pessoas LGBTQIA+ surge no cenário internacional a partir da luta contra a discriminação e a violência baseadas na orientação sexual
e na identidade de gênero.
Um marco histórico importante foi a Stonewall Riots, ocorrida em 1969 na cidade de New York City, quando frequentadores do bar Stonewall Inn
reagiram a ações policiais consideradas abusivas. Esse episódio impulsionou mobilizações globais e deu origem às marchas do orgulho LGBTQIA+ em
diversos países.

2. Início do movimento LGBTQIA+ no Brasil

No Brasil, a organização política da população LGBTQIA+ começa a ganhar forma na década de 1970, ainda durante o período da ditadura militar.
Um marco fundamental foi a criação, em 1978, do Somos – Grupo de Afirmação Homossexual, considerado o primeiro grupo organizado em defesa dos
direitos de pessoas homossexuais no país.
Nesse período também surgiram importantes instrumentos de mobilização e debate público, como o jornal Lampião da Esquina, que denunciava a
discriminação e defendia direitos civis da população LGBTQIA+.
Essas iniciativas contribuíram para consolidar um movimento social voltado à promoção da igualdade, da cidadania e da dignidade humana.

3. Avanços jurídicos e institucionais

Nas últimas décadas, o Brasil registrou importantes avanços na proteção jurídica da população LGBTQIA+, sobretudo por meio da Constituição de 1988
e da atuação do Poder Judiciário.
Entre os principais marcos jurídicos destacam-se:
1. reconhecimento da união estável entre pessoas do mesmo sexo pelo Supremo Tribunal Federal (2011);
2. criminalização da homotransfobia equiparada ao crime de racismo (2019);
3. possibilidade de alteração de nome e gênero no registro civil para pessoas trans sem necessidade de cirurgia ou decisão judicial.
Essas decisões reforçam os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da não discriminação.

4. Políticas do Poder Judiciário: Protocolo Rogéria

No âmbito do sistema de justiça, destaca-se a criação do Formulário Rogéria, instituído pelo Conselho Nacional de Justiça.
O instrumento foi criado para registrar situações de emergência, risco ou violência contra pessoas LGBTQIA+, permitindo a coleta de informações e a
atuação coordenada entre Judiciário, Ministério Público e órgãos de segurança pública.
O formulário:
1. identifica fatores de risco e violações de direitos;
2. subsidia decisões judiciais e políticas públicas de proteção;
3. fortalece a rede institucional de enfrentamento à violência contra a população LGBTQIA+.
O nome “Rogéria” homenageia a artista e ativista Rogéria, símbolo da visibilidade e da luta pelos direitos das pessoas trans no Brasil.
5. Papel da Comissão Especial LGBTQIA+ do TRE/AC
Nesse contexto, a Comissão Especial LGBTQIA+ do Tribunal Regional Eleitoral do Acre tem papel fundamental na promoção de:
1. respeito à diversidade e à dignidade humana;
2. políticas institucionais inclusivas;
3. prevenção e enfrentamento de discriminações;
4. garantia de acesso igualitário aos serviços da Justiça Eleitoral.
A atuação da comissão fortalece o compromisso institucional com os direitos humanos, a cidadania e a democracia.

RESOLUÇÃO Nº 582 CNJ, DE 20 DE SETEMBRO DE 2024. (formato PDF, tamanho 212 KB)

Portaria TRE-AC 261/2025. (formato PDF, tamanho 56 KB)

Ano

Atas - Pautas - Resultados - Participantes - Relatórios

2026

Ata da Reunião da Comissão LGBTQIA+ de 10.02.2026 (formato .PDF, tamanho 42 KB)

Resultados:  

  1. A comissão registrou o início dos trabalhos com a apresentação das informações coletadas pela membra Karina Gondim, destinadas à criação de uma aba temática no site institucional do TREAC, fixando-se prazo de dois dias úteis para entrega do conteúdo ao presidente.  
  2. Foi definido que Karina de Freitas Dotto Gondim assumirá a função de secretária da comissão, ficando responsável pela redação das atas das próximas reuniões. 
  3. Deliberou-se que a comissão aprovará um Plano de Ação para execução ao longo de 2026, cuja apreciação deverá ocorrer na reunião subsequente, agendada inicialmente para 19/02/2026.  
  4. Registrou-se a necessidade de abertura de chamado à área de informática para atualização da página institucional após o recebimento do conteúdo produzido.  
  5. O presidente reforçou o compromisso da comissão com o preenchimento das informações relativas à prestação de contas ao TCU, destacando a possibilidade de continuidade da ação iniciada pela membra Agatha Galgani.  
  6. Não havendo outros assuntos, a reunião foi encerrada às 11h, sem deliberações adicionais. 

2025

Ata da 1ª Reunião da Comissão LGBTQIA+ (formato PDF, tamanho 53kB)

Resultados:  

  1. A Comissão realizou sua reunião inaugural, com apresentações iniciais e contextualização normativa, incluindo referência à Resolução CNJ nº 582/2024 e à criação da unidade LGBTQIA+ no SEI e da lista de email institucional.  
  2. Foram identificadas necessidades para estruturação das atividades da Comissão, incluindo criação de lista de email específica, abertura de espaço temático na intranet e definição de reuniões periódicas, com a próxima agendada para 12/11/2025. 
  3. Deliberou-se pelo estabelecimento de interlocução com unidades internas (como COGEP) para tratar de informações sensíveis relacionadas a identidade de gênero e orientação sexual, bem como com órgãos externos e comunidade acadêmica para apoiar estudos e ações da Comissão. 
  4. Foram apontadas ações futuras para subsidiar a Presidência e promover cultura institucional inclusiva, incluindo estudo sobre uso de banheiros, realização de exposições temáticas, rodas de conversa, capacitações e elaboração de estratégias de internalização dos conceitos trabalhados. 

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Endereço e telefones do tribunal.

Tribunal Regional Eleitoral do Acre

Alameda Ministro Miguel Ferrante, 224.

Portal da Amazônia - Rio Branco - AC

CEP: 69915-632 - Brasil

PABX: (+55-68) 3212-6249  

Horário de atendimento: das 8h às 14h.

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