Página interna do portal

TRE-AC abre Semana de Combate ao Assédio com reflexão sobre respeito e saúde social

Palestra da pesquisadora e escritora Lis Soboll destacou a importância do acolhimento, da empatia e do enfrentamento aos comportamentos tóxicos no ambiente de trabalho

Palestra da pesquisadora e escritora Lis Soboll destacou a importância do acolhimento, da empati...

Com reflexões sobre respeito, acolhimento, saúde emocional e relações humanas no ambiente profissional, o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) realizou, nesta segunda-feira, 25, a palestra “Saúde social e prevenção do assédio: cultivando uma cultura do respeito”, ministrada pela palestrante, pesquisadora e escritora Lis Soboll. A atividade abriu oficialmente a programação da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação no âmbito do Tribunal.

Reconhecida nacionalmente por seus estudos sobre assédio, saúde social, inteligência coletiva e cultura do respeito, Lis Soboll conduziu uma palestra marcada por reflexões profundas sobre os impactos dos comportamentos tóxicos nas relações de trabalho e na saúde emocional das pessoas.

Durante a abertura do evento, a presidente do TRE-AC, desembargadora Waldirene Cordeiro, destacou que o enfrentamento ao assédio e à discriminação exige compromisso coletivo e mudança de postura nas relações cotidianas.

“Temos um desafio enorme de combater o assédio e a discriminação em nosso ambiente de trabalho. Respeito, diálogo e empatia precisam conduzir nossas relações. Ninguém desempenha bem seu papel se não estiver seguro. Queremos que as pessoas liderem pelo exemplo”, afirmou.

A magistrada também ressaltou a importância de atitudes simples no dia a dia. “Precisamos colocar em prática aquilo que aprendemos com nossos pais: obrigada, por favor, licença, perdão. São gestos simples, mas que fazem toda diferença. Parabenizo a comissão pelo trabalho e pela sensibilidade em promover esse debate”, completou.

Ao longo da palestra, Lis Soboll alertou para os efeitos silenciosos dos ambientes hostis e para a necessidade de fortalecer relações mais saudáveis no trabalho. “Ninguém pode tudo. Ninguém pode sempre. Ninguém pode sozinho. Todos nós precisamos e merecemos ter um ambiente de trabalho acolhedor”, afirmou.

A pesquisadora também chamou atenção para o impacto da violência reproduzida nas relações interpessoais. “Tem algo muito danoso nos comportamentos tóxicos e hostis quando decidimos responder no mesmo tom de agressividade. Porque deixamos a violência fazer morada em nós”, refletiu.

Segundo ela, o cuidado com as relações humanas também está diretamente ligado à qualidade de vida e ao desempenho profissional. “Cuidem das suas relações para viver melhor, produzir mais e ter uma vida mais longa. Trabalhar não é só produzir. Desafios no trabalho e na vida nós sempre teremos”, destacou.

O encerramento do evento foi conduzido pela presidente da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação do TRE-AC, juíza Rogéria Mesquita, que reforçou a importância do acolhimento, da escuta e da construção de ambientes mais humanos e seguros.

“É preciso ficarmos alertas para não cairmos em relações tóxicas e abusivas. Estamos conectados o tempo inteiro, no curso, nas audiências, nos processos, no WhatsApp… mas será que estamos realmente ouvindo?”, questionou.

A magistrada afirmou que as reflexões compartilhadas durante a palestra devem ultrapassar os limites do ambiente institucional e reverberar na vida das pessoas. “Tenho certeza de que todos estamos saindo daqui melhores do que chegamos. Suas palavras vão ecoar no nosso dia a dia. O assédio e a discriminação se alimentam do silêncio e do distanciamento. No lugar de isolar, o TRE-AC está acolhendo. E acolher pode ser o gesto que faltava para que alguém sobreviva”, afirmou emocionada.

A juíza Rogéria Mesquita também destacou que o assédio e a discriminação podem estar presentes em diferentes espaços e relações, independentemente de hierarquia. “Não precisamos escolher o silêncio e o isolamento. Muitas vezes eles são sintomas do medo. Nossa comissão está aqui abrindo as portas, os braços e o coração para ouvir e acolher cada um com muito respeito”, pontuou.

A advogada Kelley de Oliveira, ex-presidente da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação do TRE-AC e ex-membro da Corte Eleitoral, também participou do encontro e destacou a importância da continuidade do trabalho desenvolvido pela comissão.

“É uma honra estar aqui. A oportunidade que tive de presidir essa comissão me trouxe aprendizados que levo para a vida. Me coloco à disposição da comissão e do Tribunal para seguir contribuindo com esse trabalho tão necessário”, afirmou.

Representando o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC), a juíza Evelin Bueno, presidente da Comissão de Combate ao Assédio e à Discriminação do TJAC, reforçou a importância da sensibilização coletiva para promover mudanças reais nos ambientes institucionais. “Precisamos nos importar para começar a plantar uma sementinha na busca pela mudança nos ambientes de trabalho”, destacou.

A programação da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação segue até o dia 29 de maio com palestras, ações educativas e divulgação de materiais orientativos voltados à conscientização e fortalecimento de uma cultura institucional baseada no respeito, no diálogo e na empatia.

1/ Galeria de imagens

Acesso rápido